domingo, 21 de março de 2010

Confissões

Eu tenho escrito um texto todo elaborado pra postar aqui, mas ontem eu encontrei alguém que eu raramente vejo, mas que mexe de um jeito absurdo comigo.

"Se ele pedisse, agora, eu casava com ele, sem pensar..."


No ano passado eu escrevi uma carta pra tentar explicar algumas coisas pra ele, mas eu sou muito medrosa e não mandei. Então, eu vou posta-la aqui, talvez um dia ele leia... Eu espero que sim. Vou chama-la de Confissões.

"Sabe, às vezes as coisas acontecem e a gente não tem controle sobre elas. E você só observa sem poder fazer nada. E quando você se da conta do tamanho do estrago, já é tarde demais...

Todo mundo sempre soube que meu tipo favorito de homem era os morenos. Mas você sempre foi meu anjo loiro, meu preferido. Lembra quando a gente estava na sétima série? Que todas as garotas pagavam pau pra você, e eu era só mais uma. Nunca teria nenhuma chance. Nós nos tornamos amigos. E você sempre me chamava de Juliana. Sempre o nome inteiro, incapaz de me chamar pelo apelido como todos os outros. Você era diferente, especial. E todo o dia eu comprava com as moedas que a mãe me dava pro lanche, as balas que você gostava, porque ai teria um pretexto pra você falar comigo. Nem que fosse simplesmente isso, porque esse ‘isso’ fazia meu dia o mais feliz de todos. E toda a noite eu pensava em você.

Aí, o tempo foi passando, nós nos distanciamos e cada um tomou um rumo. Até arrumei um namorado. Lembra como ele morria de ciúmes de você? Também pudera, ele sabia o quanto você significava pra mim. Eu cresci com o tempo e perdi o medo de me mostrar pra você.
Quando estávamos no terceiro ano, e a professora de matemática fazia com que nos abraçássemos, eu ficava do seu lado de todo jeito, pra poder te apertar, sentir teu cheiro de pertinho, acariciar teu cabelo compridinho. E você sorria. E esse era o meu presente. Você me abraçar de volta, e olhar nos meus olhos. Nessa hora eu me perdia, pois poderia me afogar no mar azul que tinha um misto de verde. Poderia passar horas olhando pra eles sem definir a cor. Eram lindos, únicos. Só seus, e meus por aqueles segundos.

Fazia trabalhos no seu grupo. Assim poderia te tocar de leve, ou só te olhar. Acho que foi essa minha insistência que fez você me olhar de volta. Não faz idéia de como eu me senti, quando descobri que você correspondia esse sentimento que há tanto tempo estava ali, guardado só pra você.

No fim daquele ano eu terminei o meu namoro. E, você lembra a nossa formatura? Você lembra o que aconteceu? O meu tão esperado beijo. Quatro anos de espera, e foi mágico, doce, delicioso. Eu estava livre, e estava com você e não poderia pedir mais nada.

Quatro meses depois, em abril de 2006, foi o melhor aniversário do qual me lembro. Nós nos encontramos, e pudemos ficar juntos sem nos esconder, sem ter nenhum medo. Éramos só nos dois de novo. Lembro-me de estar um pouco bêbada e quase te derrubar da cadeira. Os garotos riam, mas eu não me importava. Podia acariciar seus cabelos na frente de todos, te beijar e sorrir, pra todo mundo ver o quanto eu estava feliz. Nós começamos a ‘sair’, como você dizia, e tenho tantas coisas pra enumerar sobre isso! Lembro da gente jogando truco (e perdendo) no inverno. Bebíamos vinho, e depois você me levava até em casa, a pé - digo isso porque moro longe -, e eu ficava apreensiva, pois você fazia todo o caminho de volta sozinho.

Lembro de chegar antes na sua casa que você, e fofocar com sua mãe. Lembro de seu pai te ‘obrigando’ a fazer torrada pra mim. E você fazia! Passávamos horas no seu quarto ouvindo Nickelback, você me viciou. Lembra quando você contou o final do clip errado pra mim, me deixando triste, só pra mim chegar em casa e ter uma surpresa. Lembra que música era? Ela serve tão bem pra uma citação agora... Cause I needed, I need to hear you say “I love you, I loved you all along. And I forgive you, for being away for far too long.” So keep breathing 'cause I'm not leaving you anymore. Believe and hold onto me and never let me go. Você lembra disso?

Bom, você deve estar se perguntando o porque de tudo isso. É porque eu nunca menti quando disse que te amo, porque uma mentira idiota acabou com o que a gente tinha que era tão bonito. E porque eu queria que você soubesse que três anos depois da minha época mais feliz, eu ainda tremo quando você esta perto, ainda perco o fôlego quando te vejo. Meu coração ainda dispara quando parece que vai parar. Eu perco as palavras, a razão.

Foi pra você que eu escrevi minhas melhores palavras, e foi você a minha maior inspiração sempre. Te quero pra mim de novo, do meu lado.

If I could I relive those days
I know the one thing that would never change.
Photograph - Nickelback"

Com amor, Jules.

3 comentários:

Tay disse...

Aiaiaiiiii
heheheh
CORAGEM!!!!!
=P

Jules disse...

Coragem amiga!
Não afrouxa!

sbagatini disse...

Digamos que esse seu ponto de vista é melhor descrito que o da Bella!!!*engasgada* hehe ;)

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