quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ando vivendo uma fase de mudanças e contradições que eu não entendo. Me sinto em plena conspiração do universo, quase como um fantoche das circunstâncias. Coisas muito boas se chocam com as muito ruins. E eu apenas agradeço, pois não deixo de me sentir abençoada. Mas, por outro lado, não posso segurar as palavras soltas que pairam sobre a minha cabeça: Por que?

Por que não posso viver apenas uma fase calma, não preciso de grandes emoções, mas a vida insiste em me dar tudo o que ela tem. E estou culpando a vida sim, pois já dizia o grande sábio Homer Simpson "a culpa é minha, e eu coloco ela em quem eu quiser". E sempre foi assim, desde que me lembro. Quando minha vida amorosa estava na lama, a financeira e a familiar iam de vento em popa, eu vivia na gandaia, curtindo e ignorando o vazio de ser sozinha. Agora que estou vivendo o ápice de um relacionamento amoroso, e repito os posts anteriores, ele foi a melhor coisa que me aconteceu, minha conta bancária e meu relacionamento parental está um lixo.

Por que tem que haver esse equilíbrio entre o bom e o ruim? Gostaria que apenas uma vez, as coisas pudessem ser só boas. Até porque já foram só ruins. Mas onde está a concordância? Onde eu desligo o botão da tempestade? Estou ficando cansada.

Está não é uma carta de reclamação. É apenas um relato de indignação. Pois apesar de tudo, ainda me parece a melhor fase da minha vida.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Cinco.

Descobri que não se pode fingir sentimentos. Não quer dizer que não possa mentir, não, é algo completamente diferente. Fingir expressões é complicado. Mas é ainda mais complicado quando alguém conhece seus sinais de demonstração sobre o que está acontecendo.

Ele não podia ficar, eu sabia, não era nada de mais. Mas ainda assim eu queria que ele ficasse. Claro, é mais forte do que eu querê-lo por perto em tempo integral. Até insisti algumas vezes, mas nada feito. Certo, sem problemas. Então ele disse:

"Você esta desviando os olhos. Não fica brava." Então eu desviei os olhos e notei o que estava fazendo. Eu estava chateada por ele ter que ir e meu próprio corpo estava dando sinais disso, sinais que eu não tinha percebido. Tratei de tentar não ficar brava ou pelo menos demonstrar isso enquanto ele ainda estava ali. Nada feito. Achei absolutamente interessante.

A impossibilidade de manipular emoções me pareceu fascinante. O fato de não poder sorrir quando você não quer ou não tem motivos, ou morder os lábios inconsciente quando se esta preocupado ou impaciente, por exemplo.

É por isso que as vezes eu digo que quem está diferente não nota, mas quem convive sim. Certo que ele sabe o que cada movimento meu, involuntário ou não, significa. Eu não. Talvez ele me conheça melhor do que eu pense, e talvez isso me choque. Não por algum motivo ruim, mas apenas porque no ultimo sábado (02/10/10) nós completamos cindo meses. E as vezes esse tempo varia entre cinco minutos e cinco anos. Minutos porque o tempo voa, anos porque é muita experiência e informação trocada.

Comemoramos do nosso jeito, com pequenas surpresas e palavras bonitas, e eu tive que pensar, porque. Longe de mim estar reclamando, sem chance, até porque ele foi a melhor coisa que me aconteceu, mas, será que há algum tipo de loteria que resolve isso? Quem vai amar de verdade e quem não vai? Fato é que cinco meses é muito pouco tempo pra tanto amor e tanto conhecimento. Afinal, conheço casais que estão a vários anos juntos e não sabem nem a comida favorita do outro.

Repito, não estou reclamando, mas é tão mágico e grande que surpreende. Pessoas demoravam mais do que cinco meses para dizer as três palavras cruciais. Eu não, digo todo dia porque é o que eu sinto. Eu o amo mesmo, e se você perguntar isso diretamente pra mim, vai ver o sorriso debil se abrir loucamente em resposta.

Minha teoria sobre almas gêmeas ainda é valida, pra mim.

Espero que tenhamos muitos cincos por vir. Cinco anos, vinte e cinco, cinqüenta...

Quem sabe?

sábado, 7 de agosto de 2010

Dez coisas que eu AMO em você.

Eu amo o jeito que você faz tudo para me agradar, como levantar no meio da noite para fechar a janela que eu deixei aberta, ou ir a alguma festa que eu queria muito, mesmo quando você tem que acordar antes do amanhecer pra trabalhar, e ainda atravessar a cidade pra me ver, mesmo quando tem uma sensação térmica negativa lá fora.

Eu amo o jeito que você me faz sentir a mulher mais linda do mundo, me dizendo isso todos os dias.

Eu amo o jeito que você me toca, com toda a delicadeza como se eu pudesse quebrar e ao mesmo tempo com a firmeza que eu preciso para me sentir segura.

Eu amo o seu sorriso doce e seu olhar compreensivo. Amo suas expressões preocupadas, quando você junta às sobrancelhas e faz biquinho.

Eu amo quando você ri das minhas bobagens e me faz rir também, não me deixando me sentir tão boba quanto eu realmente pareço.

Eu amo estar em seus braços, o lugar mais seguro do mundo pra mim. Onde eu sei que nada vai me acontecer porque você vai sempre me salvar. E amo sua super proteção e seu ciúme, que me faz sorrir em saber o quanto você realmente se importa.

Eu amo seus erros e o jeito que você se desculpa.

Eu amo como você é o meu menino indefeso e o meu homem protetor ao mesmo tempo.

Eu amo como você me faz precisar de você todo o tempo, como eu sei que você precisa de mim, e me faz ter aquele friozinho na barriga toda a vez que eu vou te encontrar, como se fosse à primeira vez.

Mais do que tudo, eu amo o jeito em que você me completa, sendo em qualquer e todos os sentidos. Seus lábios nos meus, nossas mãos, nossos corpos, nossos gostos, nossos sorrisos, nossas bobagens, e até nosso silencio. Tudo com você é confortável e inesquecível, quente. O modo que meu coração se molda perfeitamente ao seu...

Por isso, e por tudo o que você é, eu amo você, meu amor.

Toda vez que olho para você, vejo algo novo

Que me deixa mais animado do que antes e me faz te querer mais

Não quero dormir essa noite, sonhar é uma perda de tempo

Quando olho o que a vida vem se tornando

Tudo se resume a amar você. – All About Loving You – Bom Jovi

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Butterfly

Ela assiste a escuridão chegar de mansinho, oh
Vinda pela metade de um dia passado
Ela se senta sob o salgueiro chorão
Tão triste que não pode expressar
Ela sonha em algum dia sair desse lugar
Ela diz que nunca se sentiu em casa
Mesmo em sua própria cara

Eu sei que não vai demorar
Até que você se torne uma borboleta
Eu sei que você está fraca e está esperando
Vá tentar outra vez

Ela sonha com alamedas e aquelas asas
Que parecem pára-quedas
Ela sonha com cachoeiras
Que varrem seus pés por debaixo de você
Ela encontra seu conforto interno
Histórias para dormir e contos de fadas
Qualquer coisa com um final feliz
Ela diz que isso nunca pode apagar

Eu sei que não vai demorar
Até você se torne uma borboleta
Eu sei que você está fraca e está esperando
Porque você está sonhando com um céu aberto

Ela não quer falar disso
Porque isso é tudo o que ela tem feito
Ela não quer pensar nisso
Ela não é a única
Ela não quer ser a única
Ela não tem que ser
Não tem que ser

Ela quer ser a garota
Que varreu seus pés no final
Ela quer viver a vida dela, o que é real.
E não só fingimento
Ela sonha dar risada na chuva
Ela diz que esse é seu som favorito
Ela sonha com seus pais de plástico
Que nunca a decepcionariam

Eu sei que não vai demorar
Até você se torne uma borboleta
Eu sei que você está fraca e está esperando
Porque você está sonhando com um céu aberto
E vá tentar outra vez

Eu sei que não vai demorar
Até você se torne uma borboleta
Eu sei que você está fraca e está esperando
Porque você está sonhando com um céu aberto

Butterfly - Lifehouse

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sick Cycle Carousel

- Não. - Ele disse, e a dor atravessou seu rosto. Ela prendeu o ar diante de um sentimento confuso. Doía demais vê-lo nesse estado, disso não tinha dúvida, mas por outro lado, saber que ele estava sofrendo por ela dava certa satisfação. Completamente egoísta, ela sabia, jamais admitiria isso em voz alta, mas ainda assim, gostava.
- Sinto muito. - Sua voz saia rouca e triste. Quase um sussurro. Os olhos ardiam tentando controlar as lágrimas. Não iria chorar, prometera a si mesma que seria forte. Uma promessa que não poderia cumprir jamais.
- Tem que haver outro jeito. - Ele caminhava e seus passos eram meros tropeços, arrastando o corpo esguio pela sala de carpetes claros. - Tem que haver.
- Acho que é um pouco tarde para você dizer isso. De novo. – E mais uma vez doía ver o único que realmente importava se despedaçando a sua frente. Mas ele sempre soube que um dia, ela se cansaria. – Isso tudo virou um circulo vicioso. Você faz, eu me chateio. Você pede desculpas e jura nunca mais vai fazer, eu te desculpo. No dia seguinte, você finge que eu nunca disse uma palavra e lá esta você fazendo exatamente o que eu implorei pra não fazer. – Apertou os lábios segurando o choro.
- Eu juro que não faço mais. Me desculpe... – Ela o cortou.
- Pare de dizer isso! – Gritou as palavras, deixando o choro invadir sua garganta. – Pare de se desculpas, não piore as coisas. Acabou.
- Não! – Foi à vez de ele gritar. – Eu te amo... Muito. – Sussurrou a ultima palavra, como se algo lhe roubasse a voz. Estava percebendo a gravidade da situação.
- Eu sei... Queria que fosse suficiente... – Ergueu o rosto olhando dentro de seus olhos e soube que esse fora o momento mais doloroso de sua vida. – E eu não sei mais viver sem você, mas vou ter que aprender.
Antes que pudesse desistir de tudo e se jogar em seus braços implorando que ele ignore o que passou, virou as costas saindo rápido pela porta, logo alcançando as escadas. Desceu alguns lances, sentindo o pulmão contraído demais. Parou na portaria respirando uma ou duas vezes. Não queria perder tempo com isso. Pôs-se a correr pela rua mal iluminada, pouco se importando com as expressões das pessoas que passavam por ela. Deveria estar um lixo, se sentia como um.
Adentrou sua velha porta, fechando-a e escorando-se contra a mesma. Deixou deslizar e chorar com toda a força. Sentia-se vazia, oca. Tremia contra os próprios braços, que seguravam os joelhos em um abraço solitário.
Era pior pensar que não era falta de amor, ou traição, ou qualquer outro motivo sério e que normalmente termina relacionamentos. O que os matou na verdade foi um pequeno detalhe, um deslize imperceptível se não repetido, mas um erro que cometido várias vezes se torna saturável. Infelizmente para ele, tinha se tornado insuportável para ela. Se talvez ele não tivesse ignorado todos os avisos que ela deu, toda vez que ela explicou que um dia sua paciência cessaria – e todo mundo sabia que ela não era exatamente paciente -.
Se ele ao menos tivesse ouvido... Pouparia toda dor e sofrimento. Eles eram um para o outro, mas essa era a hora de se tornarem estranhos. Eles não conseguiram fazer com que todo o amor que eles tinham fosse suficiente para ignorar todo o resto, e infelizmente, isso tinha feito da relação um círculo vicioso doentio, e ela sabia que tinha que descer para seu próprio bem.

I never thought I'd end up here
Never thought I'd be standing where I am
I guess I kind of thought it would be easier than this
I guess I was wrong
Now one more time
(...)
When will this end?
It goes on and on over and over and over again
Keep spinning around I know that it won't stop
Till I step down from this for good
(...)
So when will this end?
It goes on and on over and over and over again
Keep spinning around I know that it won't stop
Till I step down from this sick cycle carousel
This is a sick cycle carousel...
- Sick Cycle Carousel - Lifehouse


Não tentem expecular. Uma escritora não pode ser bipolar?

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Best Feeling

E então, se em algum momento houvesse outro motivo, ela renunciaria. Pois nada mais faria sentido. Não depois que sua vida havia se desprendido de suas mãos e caminhado sorrateira para as dele. Nesse instante tudo pareceu muito claro, muito simples. Tão objetivo que não havia outra palavra que explicasse bem o momento: Amor.

O amor se fez e ela sorriu. Sorriu e se sentiu tão leve, tão segura. Podia ver a ligação entre eles, quase tangível, como feitos um para o outro, cansados de esperar, encontraram-se.

Não, não haveria nada forte para separá-los. Nada mais forte do que eles, não juntos, não! Juntos eram indestrutíveis, superariam tudo e todos. Como super-heróis.

Talvez sejam.

Mas é certo que são um para o outro. Ela olha, ele entende. Ele toca, ela sorri. Como um truque de mágica, telepatia, ou como um romântico definiria: Almas gêmeas.

Com ele, ela sabia, era certo, fácil, bonito. Como respirar um perfume suave, ou sentir uma brisa calma tocar-lhe a pele. A deixava sem palavras – como agora –, boba. A fazia sentir borboletas no estomago, tão adolescente! A fazia quere-lo todo o tempo, sem espaço, sem saudade. Sem distancia, sem espera.

Queria que essas palavras soltas pudessem dizer e explicar o quanto ele significava para ela, já que dizer apenas que o ama, parece pouco. Pouco perto do que há em seu coração.


I found a place so safe, not a single tear
The first time in my life and now it's so clear
Feel calm, I belong, I'm so happy here
It's so strong and now I let myself be sincere
I wouldn't change a thing about it
And this is the best feeling - Avril Lavigne - Innocence

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Behind Blue Eyes

O que tem, afinal, atrás desses olhos azuis? As vezes nem eu sei direito explicar o que se passa em minha cabeça. Meu próprio pai me chama de metamorfose ambulante e eu não posso negar isso. Eu sou a própria mutação. Sou quente e frio, doce e amargo, uma mistura de um pouco de tudo e de todos. Eu levo um pedaço de quem passa por mim, bem ou mal. Mas eu aprendi como me livrar do que não me faz bem.

Se se der ao trabalho de olhar alguns posts anteriores, vai ver toda a minha raiva e indignação por um fim de um relacionamento falho. E hoje eu entendo o porque da minha raiva, porque hoje eu sei o que é amor (ou pelo menos, resgatei uma vaga memória que havia sido enterrada a mais de cinco anos atrás).

O que tem atrás dos meus olhos azuis hoje, é uma imagem doce e sorridente, que me olha com tanto carinho, e me abraça com tanto cuidado que eu acredito que ele pense que eu posso quebrar (de novo) ou desaparecer em uma cortina de fumaça.

Pois bem, Anjo, eu não vou. E eu tenho argumentos sobre isso. Eu não vou deixar você, porque você prometeu não me deixar cair, e nesse momento eu me comprometi que seria recíproco.Nós estamos nessa juntos, lembra? Uma odisséia de muita cola e precaução, tudo para conseguirmos juntar todos os pedaços.

Sabe como eu posso distinguir isso? Porque palavras podem ser falhas e enganosas, sim, mas olhares, toques, arrepios, esses não mentem. Você pode se enganar com eles, mas eles em si são completamente verdadeiros. Você não pode simular um coração disparado, pode?

É inevitável não repetir a mesma ladainha de sempre, esperando que tudo isso tenha um fim trágico e depressivo. Mas o que eu posso fazer é valer a pena. Uma sábia e grande amiga me disse esses dias, que eu não devo me preocupar com o fim. Afinal, tudo um dia tem um fim. Mas aproveitar tudo. E é exatamente isso que eu estou fazendo.

Estou aproveitando cada sorriso bobo, cada olhar, cada toque, cada batida que o coração dele da contra o meu. E estou guardando tudo isso em um lugar especial e seguro, onde nada nem ninguém vai poder interferir.

Então eu vou aproveitar, eu vou amar intensamente, vou me doar completamente a ele, porque a partir de hoje nós estamos namorando.

Parabéns pra nós, e obrigada a todos os maravilhosos votos dessas pessoas lindas que eu amo tanto.

"Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver..." - Apenas mais uma de amor - Lulu Santos