quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Por que não posso viver apenas uma fase calma, não preciso de grandes emoções, mas a vida insiste em me dar tudo o que ela tem. E estou culpando a vida sim, pois já dizia o grande sábio Homer Simpson "a culpa é minha, e eu coloco ela em quem eu quiser". E sempre foi assim, desde que me lembro. Quando minha vida amorosa estava na lama, a financeira e a familiar iam de vento em popa, eu vivia na gandaia, curtindo e ignorando o vazio de ser sozinha. Agora que estou vivendo o ápice de um relacionamento amoroso, e repito os posts anteriores, ele foi a melhor coisa que me aconteceu, minha conta bancária e meu relacionamento parental está um lixo.
Por que tem que haver esse equilíbrio entre o bom e o ruim? Gostaria que apenas uma vez, as coisas pudessem ser só boas. Até porque já foram só ruins. Mas onde está a concordância? Onde eu desligo o botão da tempestade? Estou ficando cansada.
Está não é uma carta de reclamação. É apenas um relato de indignação. Pois apesar de tudo, ainda me parece a melhor fase da minha vida.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Cinco.
Ele não podia ficar, eu sabia, não era nada de mais. Mas ainda assim eu queria que ele ficasse. Claro, é mais forte do que eu querê-lo por perto em tempo integral. Até insisti algumas vezes, mas nada feito. Certo, sem problemas. Então ele disse:
"Você esta desviando os olhos. Não fica brava." Então eu desviei os olhos e notei o que estava fazendo. Eu estava chateada por ele ter que ir e meu próprio corpo estava dando sinais disso, sinais que eu não tinha percebido. Tratei de tentar não ficar brava ou pelo menos demonstrar isso enquanto ele ainda estava ali. Nada feito. Achei absolutamente interessante.
A impossibilidade de manipular emoções me pareceu fascinante. O fato de não poder sorrir quando você não quer ou não tem motivos, ou morder os lábios inconsciente quando se esta preocupado ou impaciente, por exemplo.
É por isso que as vezes eu digo que quem está diferente não nota, mas quem convive sim. Certo que ele sabe o que cada movimento meu, involuntário ou não, significa. Eu não. Talvez ele me conheça melhor do que eu pense, e talvez isso me choque. Não por algum motivo ruim, mas apenas porque no ultimo sábado (02/10/10) nós completamos cindo meses. E as vezes esse tempo varia entre cinco minutos e cinco anos. Minutos porque o tempo voa, anos porque é muita experiência e informação trocada.
Comemoramos do nosso jeito, com pequenas surpresas e palavras bonitas, e eu tive que pensar, porque. Longe de mim estar reclamando, sem chance, até porque ele foi a melhor coisa que me aconteceu, mas, será que há algum tipo de loteria que resolve isso? Quem vai amar de verdade e quem não vai? Fato é que cinco meses é muito pouco tempo pra tanto amor e tanto conhecimento. Afinal, conheço casais que estão a vários anos juntos e não sabem nem a comida favorita do outro.
Repito, não estou reclamando, mas é tão mágico e grande que surpreende. Pessoas demoravam mais do que cinco meses para dizer as três palavras cruciais. Eu não, digo todo dia porque é o que eu sinto. Eu o amo mesmo, e se você perguntar isso diretamente pra mim, vai ver o sorriso debil se abrir loucamente em resposta.
Minha teoria sobre almas gêmeas ainda é valida, pra mim.
Espero que tenhamos muitos cincos por vir. Cinco anos, vinte e cinco, cinqüenta...
Quem sabe?
sábado, 7 de agosto de 2010
Dez coisas que eu AMO em você.
Eu amo o jeito que você faz tudo para me agradar, como levantar no meio da noite para fechar a janela que eu deixei aberta, ou ir a alguma festa que eu queria muito, mesmo quando você tem que acordar antes do amanhecer pra trabalhar, e ainda atravessar a cidade pra me ver, mesmo quando tem uma sensação térmica negativa lá fora.
Eu amo o jeito que você me faz sentir a mulher mais linda do mundo, me dizendo isso todos os dias.
Eu amo o jeito que você me toca, com toda a delicadeza como se eu pudesse quebrar e ao mesmo tempo com a firmeza que eu preciso para me sentir segura.
Eu amo o seu sorriso doce e seu olhar compreensivo. Amo suas expressões preocupadas, quando você junta às sobrancelhas e faz biquinho.
Eu amo quando você ri das minhas bobagens e me faz rir também, não me deixando me sentir tão boba quanto eu realmente pareço.
Eu amo estar em seus braços, o lugar mais seguro do mundo pra mim. Onde eu sei que nada vai me acontecer porque você vai sempre me salvar. E amo sua super proteção e seu ciúme, que me faz sorrir em saber o quanto você realmente se importa.
Eu amo seus erros e o jeito que você se desculpa.
Eu amo como você é o meu menino indefeso e o meu homem protetor ao mesmo tempo.
Eu amo como você me faz precisar de você todo o tempo, como eu sei que você precisa de mim, e me faz ter aquele friozinho na barriga toda a vez que eu vou te encontrar, como se fosse à primeira vez.
Mais do que tudo, eu amo o jeito em que você me completa, sendo em qualquer e todos os sentidos. Seus lábios nos meus, nossas mãos, nossos corpos, nossos gostos, nossos sorrisos, nossas bobagens, e até nosso silencio. Tudo com você é confortável e inesquecível, quente. O modo que meu coração se molda perfeitamente ao seu...
Por isso, e por tudo o que você é, eu amo você, meu amor.
Toda vez que olho para você, vejo algo novo
Que me deixa mais animado do que antes e me faz te querer mais
Não quero dormir essa noite, sonhar é uma perda de tempo
Quando olho o que a vida vem se tornando
Tudo se resume a amar você. – All About Loving You – Bom Jovi
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Butterfly
Butterfly - Lifehouse
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Sick Cycle Carousel
- Sinto muito. - Sua voz saia rouca e triste. Quase um sussurro. Os olhos ardiam tentando controlar as lágrimas. Não iria chorar, prometera a si mesma que seria forte. Uma promessa que não poderia cumprir jamais.
- Tem que haver outro jeito. - Ele caminhava e seus passos eram meros tropeços, arrastando o corpo esguio pela sala de carpetes claros. - Tem que haver.
- Acho que é um pouco tarde para você dizer isso. De novo. – E mais uma vez doía ver o único que realmente importava se despedaçando a sua frente. Mas ele sempre soube que um dia, ela se cansaria. – Isso tudo virou um circulo vicioso. Você faz, eu me chateio. Você pede desculpas e jura nunca mais vai fazer, eu te desculpo. No dia seguinte, você finge que eu nunca disse uma palavra e lá esta você fazendo exatamente o que eu implorei pra não fazer. – Apertou os lábios segurando o choro.
- Eu juro que não faço mais. Me desculpe... – Ela o cortou.
- Pare de dizer isso! – Gritou as palavras, deixando o choro invadir sua garganta. – Pare de se desculpas, não piore as coisas. Acabou.
- Não! – Foi à vez de ele gritar. – Eu te amo... Muito. – Sussurrou a ultima palavra, como se algo lhe roubasse a voz. Estava percebendo a gravidade da situação.
- Eu sei... Queria que fosse suficiente... – Ergueu o rosto olhando dentro de seus olhos e soube que esse fora o momento mais doloroso de sua vida. – E eu não sei mais viver sem você, mas vou ter que aprender.
Antes que pudesse desistir de tudo e se jogar em seus braços implorando que ele ignore o que passou, virou as costas saindo rápido pela porta, logo alcançando as escadas. Desceu alguns lances, sentindo o pulmão contraído demais. Parou na portaria respirando uma ou duas vezes. Não queria perder tempo com isso. Pôs-se a correr pela rua mal iluminada, pouco se importando com as expressões das pessoas que passavam por ela. Deveria estar um lixo, se sentia como um.
Adentrou sua velha porta, fechando-a e escorando-se contra a mesma. Deixou deslizar e chorar com toda a força. Sentia-se vazia, oca. Tremia contra os próprios braços, que seguravam os joelhos em um abraço solitário.
Era pior pensar que não era falta de amor, ou traição, ou qualquer outro motivo sério e que normalmente termina relacionamentos. O que os matou na verdade foi um pequeno detalhe, um deslize imperceptível se não repetido, mas um erro que cometido várias vezes se torna saturável. Infelizmente para ele, tinha se tornado insuportável para ela. Se talvez ele não tivesse ignorado todos os avisos que ela deu, toda vez que ela explicou que um dia sua paciência cessaria – e todo mundo sabia que ela não era exatamente paciente -.
Se ele ao menos tivesse ouvido... Pouparia toda dor e sofrimento. Eles eram um para o outro, mas essa era a hora de se tornarem estranhos. Eles não conseguiram fazer com que todo o amor que eles tinham fosse suficiente para ignorar todo o resto, e infelizmente, isso tinha feito da relação um círculo vicioso doentio, e ela sabia que tinha que descer para seu próprio bem.
I never thought I'd end up here
Never thought I'd be standing where I am
I guess I kind of thought it would be easier than this
I guess I was wrong
Now one more time
(...)
When will this end?
It goes on and on over and over and over again
Keep spinning around I know that it won't stop
Till I step down from this for good
(...)
So when will this end?
It goes on and on over and over and over again
Keep spinning around I know that it won't stop
Till I step down from this sick cycle carousel
This is a sick cycle carousel... - Sick Cycle Carousel - Lifehouse
Não tentem expecular. Uma escritora não pode ser bipolar?
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Best Feeling
O amor se fez e ela sorriu. Sorriu e se sentiu tão leve, tão segura. Podia ver a ligação entre eles, quase tangível, como feitos um para o outro, cansados de esperar, encontraram-se.
Não, não haveria nada forte para separá-los. Nada mais forte do que eles, não juntos, não! Juntos eram indestrutíveis, superariam tudo e todos. Como super-heróis.
Talvez sejam.
Mas é certo que são um para o outro. Ela olha, ele entende. Ele toca, ela sorri. Como um truque de mágica, telepatia, ou como um romântico definiria: Almas gêmeas.
Com ele, ela sabia, era certo, fácil, bonito. Como respirar um perfume suave, ou sentir uma brisa calma tocar-lhe a pele. A deixava sem palavras – como agora –, boba. A fazia sentir borboletas no estomago, tão adolescente! A fazia quere-lo todo o tempo, sem espaço, sem saudade. Sem distancia, sem espera.
Queria que essas palavras soltas pudessem dizer e explicar o quanto ele significava para ela, já que dizer apenas que o ama, parece pouco. Pouco perto do que há em seu coração.
I found a place so safe, not a single tear
The first time in my life and now it's so clear
Feel calm, I belong, I'm so happy here
It's so strong and now I let myself be sincere
I wouldn't change a thing about it
And this is the best feeling - Avril Lavigne - Innocence
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Behind Blue Eyes
Se se der ao trabalho de olhar alguns posts anteriores, vai ver toda a minha raiva e indignação por um fim de um relacionamento falho. E hoje eu entendo o porque da minha raiva, porque hoje eu sei o que é amor (ou pelo menos, resgatei uma vaga memória que havia sido enterrada a mais de cinco anos atrás).
O que tem atrás dos meus olhos azuis hoje, é uma imagem doce e sorridente, que me olha com tanto carinho, e me abraça com tanto cuidado que eu acredito que ele pense que eu posso quebrar (de novo) ou desaparecer em uma cortina de fumaça.
Pois bem, Anjo, eu não vou. E eu tenho argumentos sobre isso. Eu não vou deixar você, porque você prometeu não me deixar cair, e nesse momento eu me comprometi que seria recíproco.Nós estamos nessa juntos, lembra? Uma odisséia de muita cola e precaução, tudo para conseguirmos juntar todos os pedaços.
Sabe como eu posso distinguir isso? Porque palavras podem ser falhas e enganosas, sim, mas olhares, toques, arrepios, esses não mentem. Você pode se enganar com eles, mas eles em si são completamente verdadeiros. Você não pode simular um coração disparado, pode?
É inevitável não repetir a mesma ladainha de sempre, esperando que tudo isso tenha um fim trágico e depressivo. Mas o que eu posso fazer é valer a pena. Uma sábia e grande amiga me disse esses dias, que eu não devo me preocupar com o fim. Afinal, tudo um dia tem um fim. Mas aproveitar tudo. E é exatamente isso que eu estou fazendo.
Estou aproveitando cada sorriso bobo, cada olhar, cada toque, cada batida que o coração dele da contra o meu. E estou guardando tudo isso em um lugar especial e seguro, onde nada nem ninguém vai poder interferir.
Então eu vou aproveitar, eu vou amar intensamente, vou me doar completamente a ele, porque a partir de hoje nós estamos namorando.
Parabéns pra nós, e obrigada a todos os maravilhosos votos dessas pessoas lindas que eu amo tanto.
"Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver..." - Apenas mais uma de amor - Lulu Santos
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Feliz Aniversário
Ela é má. E não falo de maldades, não.
Ela é inteligente e sarcástica, e pode fazer você rir como ninguém.
Ela é divertida e bem humorada, mas basta apenas um olhar para que você entenda que ela não esta de brincadeira.
Ela é mãe, amiga, companheira, uma mulher completa.
Sim, uma mulher, tem TPM, chora, briga, sente ciúmes e ama.
Ama incondicionalmente.
Seu coração é tão grande e bonito que me faz pensar que anjos existem sim, e muito mais perto do que se imagina.
Ela é linda!
E seu sorriso ilumina toda uma sala escura, sem esforço.
Isso porque ela é uma super-heroína, e poucas pessoas sabem disso.
Ela desfila por ai de salto fino, esbanjando poder e sensualidade.
Sim, ela é uma Deusa do Olimpo, uma imortal.
E ainda assim ela desce a terra para que possamos desfrutar de seu brilho.
Ela é amável, e não por sua meiguice, mas por tudo que ela representa pra nós.
E agora que ela comemora mais um ciclo de experiências novas, presenteio-a com essas palavras singelas.
Cândi, que Deus sempre ilumine seus passos, e que continue abençoando sua vida e consequentemente espalhando tanto amor sobre seu caminho.
Que cada vez que você tropeçar, ria. Seu sorriso sempre vai trazer as melhores mãos pra te ajudar.
Que quando você desejar chorar, seja de mais e mais alegrias conquistadas.
Que sempre quando você acordar, os pássaros cantem mais um dia em sua companhia, pois isso é um privilégio.
E eu sou privilegiada por estar do seu lado.
Feliz aniversário Docinho, eu amo você.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Ao som das ondas
Ele usava somente uma calça jeans escura, deixando a mostra seu corpo bronzeado e bem definido. Apenas a barra da boxer branca sobre saía-se pela a peça. Um par de entradas dava harmonia ao seu abdômen, alargando-se aos poucos, devido suas costas. Seus cabelos estavam desarrumados como sempre, o que me lembrou uma cena de algumas horas atrás.
“Ele estava sentado a minha frente nos bancos altos do balcão da cozinha, sorrindo seu sorriso bobo de sempre. Juntei meus lábios no canto da boca e passei a mão por entre os fios negros desalinhados. Ele ergueu os olhos inutilmente tentando ver seu novo penteado. Sorri. Sutilmente ele estralou os dedos e os colocou em minha cintura. Meu sorriso se alargou. Ele estava morrendo de vontade de desarrumar novamente seus cabelos, mas sabia que se fizesse isso agora, eu voltaria a arrumá-lo em um falso moicano, e poderíamos ficar nisso a noite toda. E por mais que eu soubesse o quanto ele odiava isso, ele também sabia o quanto eu adorava. Logo, jamais me descontentaria. Esperaria que eu me distraísse para arrumar seus fios a seu gosto novamente.”
Quase tive vontade de sorrir com essas lembranças. Como nossa situação pode simplesmente ter mudado dessa forma? Diferente de antes, agora estávamos em uma competição inútil para ver quem conseguiria magoar mais o outro. Ele estava ganhando.
- Já chega. – Virei às costas no momento exato em que meus olhos transbordaram. Eu detestava chorar na frente dele. Detestava parecer frágil e tão dependente quanto só eu sabia que realmente era. Saí do quarto pisando firme, como se soubesse o que estava fazendo. Ilusão... Peguei os cigarros e o Zippo em cima da bancada antes de sair para a varanda. Parei a um passo de tocar á areia. Apoiei-me em um dos pilares de madeira que dava sustentação ao telhado e fitei o oceano. O som das ondas quebrando me trazia um pouco de paz. Fechei os olhos respirando fundo. O vento agora mais calmo batia levemente contra meu corpo, voando meus longos cabelos com ele.
Arrastei-me até uma grande cadeira de vime, que tinha lugar para duas pessoas, deixei-me cair no meio dela. Abracei os joelhos e suspirei, levando um cigarro aos lábios, acendendo-o em seguida. Deitei a cabeça no encosto pouco macio da cadeira, soprando a fumaça fazendo com que se misturasse com a brisa. Eu não precisava estar no quarto para saber como ele estava exatamente agora.
Sentado na ponta da cama, cotovelos apoiados nas coxas, o rosto afundado nas palmas das mãos juntas, enquanto os longos dedos mexiam-se involuntários. Ele pensava em mim. Pensava em nosso relacionamento tão único e diferente. Pensava em como me amava e como se sentia idiota por ter me magoado com suas palavras duras.
Eu sabia tudo isso, e ainda assim meu coração doía. Talvez eu pareça egoísta, mas era difícil, todas as vezes que brigávamos sem motivo. Toda aquela dor e sentimentos desperdiçados, toda aquela mágoa de novo e de novo... Eu tinha que tomar uma atitude.
Ouvi passos quase silenciosos. Fechei os olhos e logo senti seus braços quentes ao meu redor. Arrepios me percorreram fazendo meu coração bater mais forte. Deixe-me entorpecer por seu perfume, assim que senti seus lábios em meu pescoço.
- Me perdoe. – Sussurrou sua voz rouca. Ele sabia que era irresistível pra mim. Sempre foi. Suas mãos envolveram as minhas e eu abri os olhos contra vontade, enquanto ele brincava com os lábios em minha pele. Eu tive uma epifania, e tudo me pareceu tão claro quase beirando o ridículo.
Como isso poderia não ser certo? Há brigas, sim, mas há tanta paixão e amor, que nós não podemos ser errados. Não! É como se o encaixe de seus braços fosse feito perfeitamente para o meu corpo, ou seus lábios, tão certos nos meus (ou em qualquer outra parte do meu corpo). Errado seria se não houvesse sentimento em tão pouco tempo após a briga. Besteira minha não querer demonstrar o quanto sou dependente dele, pois ele diz isso em cada um de seus atos.
- Eu amo você. – Disse olhando em seus olhos, em resposta a sua pergunta. Nossos lábios se curvaram em um sorriso que completava o outro. Toda dor se dissipou, dando espaço ao calor que nós tínhamos. Logo sua mão segurava minha nuca e nossos lábios sedentos provavam um do outro. Entregamos-nos um ao outro de corpo e alma, mais uma vez, tendo mais uma certeza de que não éramos por acaso, mas pra sempre, ali, ao som das ondas.
Juliana Danielle Bianchi
25 de maio de 2010, 17:47.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Para Candice e Aline
São os laços invisíveis que havia
As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao bar.
(...)
E quando o dia não passar de um retrato
Colorindo de saudade o meu quarto
Só aí vou ter certeza de fato
Que eu fui feliz... "
Obrigada por cuidarem de mim, quando eu pensei que não tinha mais rumo.
♥
terça-feira, 11 de maio de 2010
Broken heart
He took your soul
You're hurt inside
Because there's a hole
You need some time
To be alone - Lenny Kravtiz (I'll be waitting)
Mais um fim de relacionamento. Mais um coração quebrado, mais lágrimas no travesseiro, mais buracos, mais dor, mais arrependimentos, mais sofrimento. E então eu pergunto: PRA QUE? Pra que mentir, fingir, sorrir, olhar. Pra que se é tudo falso? Sabe o que é pior? Eu sempre soube, e eu sempre disse, mas todo mundo dizia que eu estava errada, que eu era medrosa, que eu deveria sair e curtir. Que caralho de curtir o escambal. Quero que todo mundo que disse pra mim ir em frente tome no cu. Quero que se fodam e sintam o que eu estou sentindo. Eu sou mesmo vingativa. Sou extremista, egoísta, imediatista e mais um monte de 'ista'que você quiser acrescentar a lista.
E ninguém nessa merda vale a pena. Ninguém, nobody, nadie.
Acho que ainda vou passar uns dias querendo que o mundo exploda e que todo mundo va pra puta que pariu. Já que não da pra confiar em ninguém mesmo, morram.
In Pieces
Linkin Park
Telling me to go
But hands beg me to stay
Your lips say that you love
Your eyes say that you hate
There's truth in your lies
Doubt in your faith
What you build you lay to waste
There's truth in your lies
Doubt in your faith
All I've got's what you didn't take
So I
I won't be the one
Be the one to leave this
In pieces
And you
You will be alone
Alone with all your secrets
And regrets
Don't lie
You promise me the sky
Then toss me like a stone
You wrap me in your arms
And chill me to the bone
There's truth in your lies
Doubt in your faith
All I've got's what you didn't take
So I
I won't be the one
Be the one to leave this
In pieces
And you
You will be alone
Alone with all your secrets
And regrets
Don't lie
So I
I won't be the one
Be the one to leave this
In pieces
And you
You will be alone
Alone with all your secrets
And regrets
Don't lie
Incrivel como Linkin Park ainda é a melhor coisa na minha vida.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
All that I had was all I'm gonna get.
Mas eu também percebi essa semana que eu gosto de estar triste. Eu sei que isso parece meio mórbido. Até suicida em alguma conversa minha, mas é a mais pura verdade. Eu gosto de me sentir assim, deprimida. Há algo errado, convenhamos. Eu estou ouvindo a mesma música triste há alguns dias e eu não consigo e não quero desapertar o botão repetir. E acabei me identificando drásticamente com um personagem que até agora eu dizia ser completamente o meu oposto. E de fato, nossa personalidade é completamente diferente. O que nos torna parecidas é a forma como nos sentimos. Assim como ela, eu estou quebrada, vazia.
Recentes acontecimentos me trouxeram antigos pensamentos de volta. Porque acreditar? Porque se importar? Porque, se quer gostar? E não estou falando apenas de um namorado, mas de amigos, parentes, seu papagaio, o que quer que for, não importa quanta gente boa você tenha ao seu lado, sempre vai ter alguém que vai te machucar de tal forma que jamais você vai esquecer a dor que sentiu. Há pouco tempo atrás, alguém que eu amava me machucou de uma forma muito profunda. O machucado ficou tão feio, que eu acho difícil que simplesmente feche e suma um dia. Eu sempre vou me lembrar dele, bem como das palavras ácidas e fortes que foram usadas.
Uma vez me chamaram de fria e fechada, e perguntaram porque raios eu era assim? Pois bem, eu vou responder essa incógnita. Eu sou assim, porque cada vez que eu me abro eu me machuco. Quando duas pessoas estão em um relacionamento, independente do caráter dele, uma das duas vai sair machucada, e eu decidi que não serei mais eu.
Moral da historia: Eu não gosto de estar deprimida, eu sou assim. Sem mais sentimentos, sem mais desilusão, sem mais dor, sem mais cicatrizes, até porque não tenho mais lugar pra elas, estão se empilhando sobre as antigas, pressionando-as, as vezes fazendo-as sangrar novamente. Feridas não são fáceis de se fechar, e mesmo as que fecham, vão ficar visíveis em cicatrizes para sempre.
"So tell me when you hear my heart stop
You're the only one that knows
Tell me when you hear my silence
There's a possibility I wouldn't know" - Possibility - Lykke Li
Eu, como a péssima escritora que sou, não faço mais sentido.
domingo, 21 de março de 2010
Confissões
"Se ele pedisse, agora, eu casava com ele, sem pensar..."
No ano passado eu escrevi uma carta pra tentar explicar algumas coisas pra ele, mas eu sou muito medrosa e não mandei. Então, eu vou posta-la aqui, talvez um dia ele leia... Eu espero que sim. Vou chama-la de Confissões.
"Sabe, às vezes as coisas acontecem e a gente não tem controle sobre elas. E você só observa sem poder fazer nada. E quando você se da conta do tamanho do estrago, já é tarde demais...
Todo mundo sempre soube que meu tipo favorito de homem era os morenos. Mas você sempre foi meu anjo loiro, meu preferido. Lembra quando a gente estava na sétima série? Que todas as garotas pagavam pau pra você, e eu era só mais uma. Nunca teria nenhuma chance. Nós nos tornamos amigos. E você sempre me chamava de Juliana. Sempre o nome inteiro, incapaz de me chamar pelo apelido como todos os outros. Você era diferente, especial. E todo o dia eu comprava com as moedas que a mãe me dava pro lanche, as balas que você gostava, porque ai teria um pretexto pra você falar comigo. Nem que fosse simplesmente isso, porque esse ‘isso’ fazia meu dia o mais feliz de todos. E toda a noite eu pensava em você.
Aí, o tempo foi passando, nós nos distanciamos e cada um tomou um rumo. Até arrumei um namorado. Lembra como ele morria de ciúmes de você? Também pudera, ele sabia o quanto você significava pra mim. Eu cresci com o tempo e perdi o medo de me mostrar pra você.
Quando estávamos no terceiro ano, e a professora de matemática fazia com que nos abraçássemos, eu ficava do seu lado de todo jeito, pra poder te apertar, sentir teu cheiro de pertinho, acariciar teu cabelo compridinho. E você sorria. E esse era o meu presente. Você me abraçar de volta, e olhar nos meus olhos. Nessa hora eu me perdia, pois poderia me afogar no mar azul que tinha um misto de verde. Poderia passar horas olhando pra eles sem definir a cor. Eram lindos, únicos. Só seus, e meus por aqueles segundos.
Fazia trabalhos no seu grupo. Assim poderia te tocar de leve, ou só te olhar. Acho que foi essa minha insistência que fez você me olhar de volta. Não faz idéia de como eu me senti, quando descobri que você correspondia esse sentimento que há tanto tempo estava ali, guardado só pra você.
No fim daquele ano eu terminei o meu namoro. E, você lembra a nossa formatura? Você lembra o que aconteceu? O meu tão esperado beijo. Quatro anos de espera, e foi mágico, doce, delicioso. Eu estava livre, e estava com você e não poderia pedir mais nada.
Quatro meses depois, em abril de 2006, foi o melhor aniversário do qual me lembro. Nós nos encontramos, e pudemos ficar juntos sem nos esconder, sem ter nenhum medo. Éramos só nos dois de novo. Lembro-me de estar um pouco bêbada e quase te derrubar da cadeira. Os garotos riam, mas eu não me importava. Podia acariciar seus cabelos na frente de todos, te beijar e sorrir, pra todo mundo ver o quanto eu estava feliz. Nós começamos a ‘sair’, como você dizia, e tenho tantas coisas pra enumerar sobre isso! Lembro da gente jogando truco (e perdendo) no inverno. Bebíamos vinho, e depois você me levava até em casa, a pé - digo isso porque moro longe -, e eu ficava apreensiva, pois você fazia todo o caminho de volta sozinho.
Lembro de chegar antes na sua casa que você, e fofocar com sua mãe. Lembro de seu pai te ‘obrigando’ a fazer torrada pra mim. E você fazia! Passávamos horas no seu quarto ouvindo Nickelback, você me viciou. Lembra quando você contou o final do clip errado pra mim, me deixando triste, só pra mim chegar em casa e ter uma surpresa. Lembra que música era? Ela serve tão bem pra uma citação agora... Cause I needed, I need to hear you say “I love you, I loved you all along. And I forgive you, for being away for far too long.” So keep breathing 'cause I'm not leaving you anymore. Believe and hold onto me and never let me go. Você lembra disso?
Bom, você deve estar se perguntando o porque de tudo isso. É porque eu nunca menti quando disse que te amo, porque uma mentira idiota acabou com o que a gente tinha que era tão bonito. E porque eu queria que você soubesse que três anos depois da minha época mais feliz, eu ainda tremo quando você esta perto, ainda perco o fôlego quando te vejo. Meu coração ainda dispara quando parece que vai parar. Eu perco as palavras, a razão.
Foi pra você que eu escrevi minhas melhores palavras, e foi você a minha maior inspiração sempre. Te quero pra mim de novo, do meu lado.
If I could I relive those days
I know the one thing that would never change. Photograph - Nickelback"
Com amor, Jules.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Pessoas esquecem. Mas e eu, vou esquecer?
Esta longe, eu sei. E ocupado. Mas isso não diminui o fato de que as pessoas esquecem da gente.
Tornar-se tão insignificante, para alguns. É difícil. É doloroso. Mas se torna aceitável.
Entende-se que existem outras formas de amor. E essas pessoas a encontram.
Você não. Esquecer. Simplesmente. É tão fácil falar. Há! Quem dera fosse fácil de sentir.
Apenas espero que o outono volte, trazendo consigo o que levou. Espero o vento derrubar folhas secas. Assim como sentimentos secos.
Pessoas esquecem. Mas e eu, vou esquecer?